Tô meio perdida desde voltei dos Sertões. Não consigo me encaixar direito na minha vidinha de sempre. Sei lá... Todo mundo dizia q dpois da adolescência essas crises de identidade passavam. Mas não. São diferentes, mas continuam sendo crises.
Será q algum dia vou saber o q quero ser qdo crescer? Eu gosto de ser jornalista. Mas depois do up q foi o Sertões, Caxias ficou meio embaçada. E fria. Nossa! Como faz frio aqui. Qdo o inverno e a gripe A vão passar?
Um pouco de ficção, um pouco de jornalismo, um pouco de impressões pessoais, um pouco de loucura.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
O que fica do Sertões (ou Eu me senti um personagem de road movie)

- O colorido das casinhas nordestinas, sempre uma colada à casa do vizinho.
- As bandeirinhas de São João. Bastava meia dúzia de casinhas p/ q elas estivessem presentes.
- O olhar triste dos cachorros magros do Nordeste e os onipresentes jegues.
- As BRs do interior do Nordeste são um verdadeiro rally.
- A terra vermelha de Goiás, q parece entrar na pele.
- Churrascarias gaúchas são uma marca por todo o Brasil. Comi um excelente churrasco numa cidade de Alagoas chamada Messias. E, surpreendente, encontrei um CTG no Oeste da Bahia, numa cidade chamada Luis Eduardo Magalhães.
- Contrariando minhas expectativas, Tocantins tem praia (de água doce, claro). A
ponte Fernando Henrique Cardoso de 8,2 km é fantástica. A Praia da Graciosa é mto linda. Mas, na capital de 180 mil habitantes não há mtas opções.
- A alegria e o sotaque carregado do povo de Caicó (RN). O Forró da Paquera parecia animado, mas eu não fui.
- As pipas dos moleques das favelas de São Paulo, às margens da Dutra ou da Raposo Tavares, q provam q a infância ainda é possível.
- A importância dos amigos e de tomar um banho decente.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
O Sertão
Acabei de chegar do Rally dos Sertões. Foram 23 dias de viagem, contando a ida para Goiânia (GO), o rally (dez dias de prova, entre Goiânia e Natal (RN)) e a volta para Caxias (que durou uma semana).
Meus braços doem. Estou tonta. Mas eu quero ir de novo ano que vem (porém voltarei de avião).
É mais fácil perguntar onde não dói e por quais Estados eu não passei. Foram 11 mil quilômetros e 16 Estados percorridos (o rally passava por sete).
Eu só tive a verdadeira noção de como aquela frase chavão de que o Brasil é grande e diverso agora, percorrendo boa parte desse país continental. A diferença de paisagem do interior do Nordeste para a cidade de São Paulo (SP) é chocante. O Brasil realmente são vários Brasis.
Ficam na minha memória e na minha alma o olhar cansado da gente do interiorzão do país. De povoados pequenos, com pessoas sentadas na porta de casa esperando a vida passar. A simplicidade do Sertão é colorida: as casinhas são uma grudada na outra, cada uma num tom. O sertanejo é mesmo um forte, que teima em sobreviver.
É verdade, ninguém volta igual de um Sertões.
Meus braços doem. Estou tonta. Mas eu quero ir de novo ano que vem (porém voltarei de avião).
É mais fácil perguntar onde não dói e por quais Estados eu não passei. Foram 11 mil quilômetros e 16 Estados percorridos (o rally passava por sete).
Eu só tive a verdadeira noção de como aquela frase chavão de que o Brasil é grande e diverso agora, percorrendo boa parte desse país continental. A diferença de paisagem do interior do Nordeste para a cidade de São Paulo (SP) é chocante. O Brasil realmente são vários Brasis.
Ficam na minha memória e na minha alma o olhar cansado da gente do interiorzão do país. De povoados pequenos, com pessoas sentadas na porta de casa esperando a vida passar. A simplicidade do Sertão é colorida: as casinhas são uma grudada na outra, cada uma num tom. O sertanejo é mesmo um forte, que teima em sobreviver.
É verdade, ninguém volta igual de um Sertões.
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