Entrei nas vilas caxienses com o Pelotão de Operações Especiais (POE) da Brigada Militar em Caxias do Sul noite dessas. De colete a provas de balas e indo na viatura, me senti num filme. Ou num livro do Caco Barcellos. É impressionante como as mulheres, ao chegar da polícia, lotam as vielas, especialmente com bebês para servir como escudos contra um tiroteio. Assim, elas protegem seus homens. Afinal, a polícia não vai atirar numa rua cheia de crianças.
Na lógica da comunidade, a polícia é o inimigo. As mulheres zombam dos policiais, que precisam ter sangue-frio. Numa viela, o corte de luz providencial bem na hora da batida. Um foragido numa casa, um homem armado num posto de combustíveis. Ele tenta se explicar (todos são inocentes): estava só passando, ia cumprimentar um amigo, estava armado só p/ se defender de desafetos q o juraram de morte.
Na Zona do Cemitério, uma das gurias perguntou a um PM, apontando para mim q estava na viatura:
- E aquela guria? É brigadiana ou tá presa?
A noite avança. Eqto os caxienses estão em suas casas quentes, nas vielas, o mundo é bem diferente.
Um pouco de ficção, um pouco de jornalismo, um pouco de impressões pessoais, um pouco de loucura.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Twittadas sobre esmaltes
Eu gosto mto de esmaltes. E de botas. E de mantas. Tenho 29 dos primeiros, nove das segundas e 16 das terceiras. Contei nessas últimas semanas para ver se paro de comprá-los (momentaneamente).
Mas aí decidi q vou continuar comprando esmaltes, já que são mto baratos (ué, tem amigas minhas q gastam R$ 10 por semana com manicure. Como sou eu mesma q faço minha unhas e um esmalte custa R$ 2 ou R$ 3, estou no lucro). Well, descobri há pouco os esmaltes da Ana Hickmann. Achei uma graça as coleções. A Noivinhas é mto querida p/ quem gosta dos clarinhos (para os pés, a mí me gusta). A Atitude tem umas cores tem bacanas. Achei o Frisson bem parecido com o Particulière, da Chanel (e o melhor, por R$ 3!).
Well, minha aposta p/ esmalte neste inverno são os tons de roxo (principalmente, os escuros). Ah, para as próximas estações, tô indo com tudo nos metálicos, já q o fosco não pegou por aqui (mulher brasileira gosta de brilho).
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A fonte e o silêncio
No quase silêncio do feriado de quarta, ouvi o barulho de água pela primeira vez. Olhei e percebi, como a criança que descobre um mundo novo. No primeiro andar do prédio da esquina da Bento Gonçalves com a Marechal Floriano tem uma fonte de água numa espécie de terraço. Passarinhos tomam banho batendo as asinhas.
O barulho e o quê de caos da cidade durante a semana nunca me deixaram vê-la antes, mesmo passando lá diariamente. Na quarta, eu olhei para cima e sorri.
Nesta quinta, quando passei, ergui de novo a cabeça, mas a fonte não é a mesma sem ouvir o barulho da água, sufocado pelo tráfego, e sem os pássaros e suas asinhas lépidas.
O barulho e o quê de caos da cidade durante a semana nunca me deixaram vê-la antes, mesmo passando lá diariamente. Na quarta, eu olhei para cima e sorri.
Nesta quinta, quando passei, ergui de novo a cabeça, mas a fonte não é a mesma sem ouvir o barulho da água, sufocado pelo tráfego, e sem os pássaros e suas asinhas lépidas.
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