Agora estou em paz em relação a diversas coisas que me atormentavam até certo tempo. Qdo era adolescente, eu só pensava em sair de Bento. Fiquei com mta raiva qdo tinha mãe não me deixou fazer vestibular na UFRGS (eu queria só p/ ir morar em POA). Mas, agora, eu me sinto bem qdo venho p/ minha cidade natal nos finais de semana ou feriados de folga.
Adoro usar roupas de ficar em casa. Do pôr-do-sol na janela do meu quarto. Das castanheiras e dos plátanos da rua de cima. Do canto do casal de periquitos e das lambidas do Scott qdo a gente sai para passear (o cachorro da vizinha, mas com um quê de bicho comunitário).
Gosto tbm da minha rotina em Cxs. Mas está na hora de um pouco de caos para reorganizar a vida. Pq agora estou certa de q não adianta se mudar para outra cidade, Estado ou país para tentar melhorar ou fugir. Nunca ninguém conseguirá fugir de si mesmo. E a verdadeira paz é estar em paz com nós mesmos. Agora, eu sei disso. Por isso, eu posso me mudar. De verdade.
Um pouco de ficção, um pouco de jornalismo, um pouco de impressões pessoais, um pouco de loucura.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O universo paralelo do chão do meu quarto
Para onde vão as coisas que a gente perde? Deve haver um universo paralelo cujo acesso fica no chão do meu quarto. Tarrachinhas de brinco e agulhas, especialmente, adoram ir para lá.
Meses atrás, perdi a tarrachinha de um brinco novo, que eu recém havia ganhado. Caiu no meu quarto. Eu vi quando ela se soltou da minha mão. Procurei em todos os cantos. Varri várias vezes. Nada. Eu a dei por perdida. Essa semana, numa noite, estava sentada na minha cama. Não fiz nenhum movimento brusco, nem mexi qualquer móvel de lugar. Qdo olhei para o chão, num ponto bem no meio do quarto, lá estava ela: a tarrachinha perdida do brinco novo. Por onde ela vagou todo esse tempo?
Meses atrás, perdi a tarrachinha de um brinco novo, que eu recém havia ganhado. Caiu no meu quarto. Eu vi quando ela se soltou da minha mão. Procurei em todos os cantos. Varri várias vezes. Nada. Eu a dei por perdida. Essa semana, numa noite, estava sentada na minha cama. Não fiz nenhum movimento brusco, nem mexi qualquer móvel de lugar. Qdo olhei para o chão, num ponto bem no meio do quarto, lá estava ela: a tarrachinha perdida do brinco novo. Por onde ela vagou todo esse tempo?
domingo, 29 de agosto de 2010
Saudosismo
Fui visitar a Casa Bonnet estes dias. Fica na 3ª Légua, em Caxias. Recomendo o passeio aos caxienses. São duas casas, uma de 1877 e outra de 1879, construídas por um imigrante francês chamado Henri Bonnet. Hj, elas funcionam como museu para turistas.
A casa mais antiga abriga ferramentas de trabalho. Para mim, aqueles eram brinquedos de criança. Qdo pequena, a máquina de debulhar milho servia para diversão na casa dos meus tios no interior de Pinto Bandeira. Ao ver o equipamento e lembrar disso, imediatamente me veio outro pensamento: meus filhos (qdo e se os tiver) não irão conhecer uma máquina de debulhar milho, a não ser como uma estranha peça de museu.
Noite dessas, conversando com a Roberta, uma das gurias q mora comigo, ela tbm estava acometida de saudosismo. Falou do vídeo de casamento de uma tia dela, realizado há mais de 20 anos. Ao ver as imagens, constatou qtas pessoas não estão mais aí. A Beta falou algo como: "a vida é estranha. as pessoas, naquela época tão importantes, não estão mais aqui. desapareceram simplesmente. em compensação, nasceram outros, p/ os quais aquelas pessoas q já desapareceram e nos eram tão gratas nunca existiram".
É, Beta, a vida é estranha. Mas tbm maravilhosa exatamente por causa das recordações do q já passou e da fantástica possibilidade do q virá.
Foto: Kelly Isis Pelisser. Interior da casa Bonnet.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Memórias do Uruguai

Estou lendo Eduardo Galeano. Pela primeira vez. Estou apaixonada por Eduardo Galeano. A simplicidade do nome do livro já revela algo de como serão os textos: O Livro dos Abraços. Ainda não acabei, mas estou totalmente encantada com os pequenos contos (de, no máximo, duas páginas) sobre observações do mundo com um quê de poesia.
Os textos são impressões colhidas na América Latina, inclusive no Brasil, e em outras viagens. São retratos do cotidiano, da inocência das crianças, dos abusos da ditadura, da dor e da alegria humanas. É incrível como o autor dar um encadeamento aos textos. Uma história puxa a outra, são ligadas por um tema, uma palavra, mesmo que isso fique totalmente implícito e q cada texto seja totalmente independente.
Peguei o livro emprestado na biblioteca pública. Sim, sou uma daquelas pessoas q ainda frequenta bibliotecas públicas. Não faço questão de guardar os livros (caros) nas prateleiras p/ empoeirar.
Divido esse link, com um PDF do Livro dos Abraços. Vale a pena ler.
Abaixo dois textos de aperitivo:
A desmemória/1
Estou lendo um romance de Louise Erdrich. A certa altura, um bisavô
encontra seu bisneto. O bisavô está completamente lelé (seus pensamentos têm a
cor da água) e sorri com o mesmo beatifico sorriso de seu bisneto recém-nascido. O
bisavô é feliz porque perdeu a memória que tinha. O bisneto é feliz porque não tem,
ainda, nenhuma memória.
Eis aqui, penso, a felicidade perfeita. Não a quero.
Paradoxos
Se a contradição for o pulmão da história, o paradoxo deverá ser, penso eu, o espelho que a história usa para debochar de nós.
Nem o próprio filho de Deus salvou-se do paradoxo. Ele escolheu, para nascer, um deserto subtropical onde jamais nevou, mas neve se converteu num símbolo universal do Natal desde que a Europa decidiu europeizar Jesus. E par mais inri, o nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus tinha expulsado do templo.
Napoleão Boanaparte, o mais francês dos franceses, não era francês. Não era russo Josef Stálin, o mais russo dos russos; e o mais alemão dos alemães, Adolf Hitler, tinha nascido na Áustria. Marguerita Sarfatti, a mulher mais amada pelo anti-semita Mussolini, era judia. José Carlos Mariátegui, o mais marxista dos marxistas latino-americanos, acreditava fervorosamente em Deus. O Che Guevara tinha sido declarado completamente incapaz para a vida militar pelo exército argentino. Das mãos de um escultor chamado Alejadinho, que era o mais feio dos brasileiros, nasceram as mais altas formosuras do Brasil. Os negros norte-americanos, os mais oprimidos, criaram o jazz que é a mais livre das músicas. No fundo de um cárcere foi concebido Dom Quixote, o mais andante dos cavaleiros. E cúmulo dos paradoxos, Dom Quixote nunca disse sua frase mais célebre. Nunca disse: Ladram, Sancho, sinal que cavalgamos.
"Acho que você está meio nervosa", diz o histérico. "Te odeio", diz a apaixonada. "Não haverá desvalorização", diz, na véspera da desvalorização, o ministro da Economia. "Os militares respeitam a constituição", diz, na véspera do golpe de Estado, o ministro da defesa.Em sua guerra contra a revolução sandinista, o governo dos Estados Unidos coincidia, paradoxalmente, com o Partido Comunista da Nicarágua.
E paradoxais foram, enfim, as barricadas sandinistas durante a ditadura de Somoza: as barricadas, que fechavam as ruas, abriam o caminho.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Eu quero!

As open boots chegaram p/ ficar. Um calçado com uma vantagem indiscutível: pode ser usado em qquer estação, seja verão ou inverno. Qdo surgiram, na temporada passada, eu ainda tinha dúvidas da sobrevivência das peças. Mas, com o lançamento de novos modelos, com recortes lindos, as open boots são peças de desejo. Eu preciso de uma!
Tbm chamada de sandal boots – vc decide se acha q está mais p/ uma botinha na altura do tornozelo aberta, peep toe, ou se para uma sandália mais fechada - são uma ótima compra.
Como a roupa deve ganhar um ar mais minimalista, a atenção se volta para os sapatos. É legal investir em cores, se vc não tem medo de ousar. Cartelas fortes e neon dão um up para peças mais básicas. Outro ponto são as texturas, couros trabalhados ou materiais naturais.
No inverno, dá p/ usar, sim, com meia-calça. No verão, sem nada mais nos pés.
Prático e lindo. Eu preciso de uma!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sex and The City 2

Fui assistir Sex and The City 2 esta semana. Pls, não me critiquem. Eu amoooo!!! Não sou aquelas fãs da série q sabem de cor o q aconteceu em cada temporada, mas adoro ver p/ desopilar. É bom p/ se distrair e ver looks lindos (embora alguns eu acho conceituais demais, beirando o brega p/ situações cotidianas). Mas, well, gostei mto do filme, das piadinhas, discussão sobre relacionamentos e tal.
Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha estão amadurecendo (Samantha nem tanto, embora a menopausa esteja batendo) O glamour ainda está lá, mas o casamento não é tão empolgante como as noitadas, o trabalho não é tudo na vida (especialmente num lugar onde não te valorizam), a maternidade pode ser desgastante e a idade chega para todos.
Sempre bate uma crise no momento em q tu para e pensa q não é mais quem tu era há algum tempo. Isso apavora. Mas é preciso mudar.
Ah, outra observação do filme (os figurinos são qse um personagem tbm): O look camiseta com peças mais arrumadinhas ou estruturadas ainda vai bombar (ainda bem! pq comprei há pouco uma camiseta e um colete e ainda não consegui usar por causa desse inverno do cão!). Os anos 90 tbm voltaram de vez p/ quem duvidava (embora eu ainda não me acostumei com isso. Me nego a ter aquela calça jeans de cintura um pouco abaixo do umbigo q a Carrie usa com uma camisa xadrez. Idem para o vestido super comentado de estampa de jornal - bah, eu tinha uma calça com essa print qdo era adolescente).
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Tropa de Elite
Entrei nas vilas caxienses com o Pelotão de Operações Especiais (POE) da Brigada Militar em Caxias do Sul noite dessas. De colete a provas de balas e indo na viatura, me senti num filme. Ou num livro do Caco Barcellos. É impressionante como as mulheres, ao chegar da polícia, lotam as vielas, especialmente com bebês para servir como escudos contra um tiroteio. Assim, elas protegem seus homens. Afinal, a polícia não vai atirar numa rua cheia de crianças.
Na lógica da comunidade, a polícia é o inimigo. As mulheres zombam dos policiais, que precisam ter sangue-frio. Numa viela, o corte de luz providencial bem na hora da batida. Um foragido numa casa, um homem armado num posto de combustíveis. Ele tenta se explicar (todos são inocentes): estava só passando, ia cumprimentar um amigo, estava armado só p/ se defender de desafetos q o juraram de morte.
Na Zona do Cemitério, uma das gurias perguntou a um PM, apontando para mim q estava na viatura:
- E aquela guria? É brigadiana ou tá presa?
A noite avança. Eqto os caxienses estão em suas casas quentes, nas vielas, o mundo é bem diferente.
Na lógica da comunidade, a polícia é o inimigo. As mulheres zombam dos policiais, que precisam ter sangue-frio. Numa viela, o corte de luz providencial bem na hora da batida. Um foragido numa casa, um homem armado num posto de combustíveis. Ele tenta se explicar (todos são inocentes): estava só passando, ia cumprimentar um amigo, estava armado só p/ se defender de desafetos q o juraram de morte.
Na Zona do Cemitério, uma das gurias perguntou a um PM, apontando para mim q estava na viatura:
- E aquela guria? É brigadiana ou tá presa?
A noite avança. Eqto os caxienses estão em suas casas quentes, nas vielas, o mundo é bem diferente.
Twittadas sobre esmaltes
Eu gosto mto de esmaltes. E de botas. E de mantas. Tenho 29 dos primeiros, nove das segundas e 16 das terceiras. Contei nessas últimas semanas para ver se paro de comprá-los (momentaneamente).
Mas aí decidi q vou continuar comprando esmaltes, já que são mto baratos (ué, tem amigas minhas q gastam R$ 10 por semana com manicure. Como sou eu mesma q faço minha unhas e um esmalte custa R$ 2 ou R$ 3, estou no lucro). Well, descobri há pouco os esmaltes da Ana Hickmann. Achei uma graça as coleções. A Noivinhas é mto querida p/ quem gosta dos clarinhos (para os pés, a mí me gusta). A Atitude tem umas cores tem bacanas. Achei o Frisson bem parecido com o Particulière, da Chanel (e o melhor, por R$ 3!).
Well, minha aposta p/ esmalte neste inverno são os tons de roxo (principalmente, os escuros). Ah, para as próximas estações, tô indo com tudo nos metálicos, já q o fosco não pegou por aqui (mulher brasileira gosta de brilho).
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A fonte e o silêncio
No quase silêncio do feriado de quarta, ouvi o barulho de água pela primeira vez. Olhei e percebi, como a criança que descobre um mundo novo. No primeiro andar do prédio da esquina da Bento Gonçalves com a Marechal Floriano tem uma fonte de água numa espécie de terraço. Passarinhos tomam banho batendo as asinhas.
O barulho e o quê de caos da cidade durante a semana nunca me deixaram vê-la antes, mesmo passando lá diariamente. Na quarta, eu olhei para cima e sorri.
Nesta quinta, quando passei, ergui de novo a cabeça, mas a fonte não é a mesma sem ouvir o barulho da água, sufocado pelo tráfego, e sem os pássaros e suas asinhas lépidas.
O barulho e o quê de caos da cidade durante a semana nunca me deixaram vê-la antes, mesmo passando lá diariamente. Na quarta, eu olhei para cima e sorri.
Nesta quinta, quando passei, ergui de novo a cabeça, mas a fonte não é a mesma sem ouvir o barulho da água, sufocado pelo tráfego, e sem os pássaros e suas asinhas lépidas.
domingo, 25 de abril de 2010
Angústia e previsões de um futuro incerto
Tô lendo o livro de memórias do Zuenir Ventura, Minhas Histórias dos Outros. Tem uma grande parte q fala sobre a ditadura. Já tive essa mesma sensação ao ler outros relatos dessa época: para minha geração, o golpe de 64 e os 20 anos q se seguiram parecem ficção, algo q não nos diz nada. Qdo o país lamentava a morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil depois da ditadura, eu tbm chorava, mas na pediatria do Tacchini por causa de uma amigdalite. O meio molda o q são as pessoas, e, por conseguinte, os anseios e medos daquela geração.
A minha não tem um pq lutar, tudo está aí, liberado, disponível facilmente. Não, não estou defendendo a repressão, de modo algum. Mas a minha geração vaga por aí, sem saber bem o que buscar, o q nos torna eternos angustiados.
Eu não parei ainda p/ fazer um balanço dos últimos anos, se minhas escolhas valeram a pena. Tenho medo da conclusão a q posso chegar. O q posso fazer é tentar traçar ilusões de futuro.
P.S. Sobre isso, essa angústia de quem tá perto dos 30 e não sabe bem o que quer, gosto da música da Lily Allen chamada 22:
“When she was 22 the future looked bright
But she's nearly 30 now and she's out every night
I see that look in her face she's got that look in her eye
She's thinking how did I get here and wondering why
It's sad but it's true how society says
Her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age
She's got an alright job but it's not a career
Wherever she thinks about it, it brings her to tears...”
A minha não tem um pq lutar, tudo está aí, liberado, disponível facilmente. Não, não estou defendendo a repressão, de modo algum. Mas a minha geração vaga por aí, sem saber bem o que buscar, o q nos torna eternos angustiados.
Eu não parei ainda p/ fazer um balanço dos últimos anos, se minhas escolhas valeram a pena. Tenho medo da conclusão a q posso chegar. O q posso fazer é tentar traçar ilusões de futuro.
P.S. Sobre isso, essa angústia de quem tá perto dos 30 e não sabe bem o que quer, gosto da música da Lily Allen chamada 22:
“When she was 22 the future looked bright
But she's nearly 30 now and she's out every night
I see that look in her face she's got that look in her eye
She's thinking how did I get here and wondering why
It's sad but it's true how society says
Her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age
She's got an alright job but it's not a career
Wherever she thinks about it, it brings her to tears...”
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Unhas, cores e tal
Eu amo pintar as unhas. Quem me conhece sabe que é raríssimo me ver com as unhas despintadas. Qdo isso acontece, me sinto meio nua. Desde o final da adolescência, acho q minhas unhas não passaram mtos dias sem ver cor de esmalte.
Mas sou tradicional. Amo vermelhos e seus derivados. Tenho inúmeros vidros de esmalte em casa. Nunca fiz aquelas micropinturas (sorry quem gosta), mas sempre achei meio cafona. Tbm não curto os atuais tons fluo da moda. Me parece coisa de criança (ok, ok, sei q mta gente grandinha usa).
Mas agora tô encantada com uma moda q rolou na Europa e nos States, mas q tava demorando p/ chegar aqui. Os esmaltes foscos. Finalmente, encontrei os tons lançados pela Risqué (minha marca preferida). Minha máxima ousadia é a cor q tô usando agora: se chama Topázio Púrpura, um roxo fosco. É algo! Mas tô em busca de uma loja em Cxs q tenha a cor Pedra Granada, um vermelho.
Ah, sim, sou eu mesma quem me faço as unhas. Nunca fui no salão para isso em toda a minha vida.
P.S de dias dpois: Achei o Pedra Granada. Mas me decepcionei com a qualidade dos esmaltes foscos. No dia seguinte, já estão lascados. Eu vou nadar e saio da piscina sem metade da pintura. Não curti isso. E não é só comigo, com todas as amigas q usaram tbm. Alôôôô, Risqué, assim não dá!
Sim, pinto sempre as unhas dos pés tbm. Embora agora no inverno quase ninguém veja. A dos pés, eu costumava pintar só de clarinho. Achava vermelho no pé meio coisa de puta. Mas superei o preconceito e tô pintando direto de vermelho tbm.
Ah, contei meus esmaltes outro dia. Tenho 26. Mas já quero aumentar a coleção. Procuro um roxo escuro cremoso ou metálico, mas não encontrei exatamente o q quero. Alguém tem alguma sugestão?
Mas sou tradicional. Amo vermelhos e seus derivados. Tenho inúmeros vidros de esmalte em casa. Nunca fiz aquelas micropinturas (sorry quem gosta), mas sempre achei meio cafona. Tbm não curto os atuais tons fluo da moda. Me parece coisa de criança (ok, ok, sei q mta gente grandinha usa).
Mas agora tô encantada com uma moda q rolou na Europa e nos States, mas q tava demorando p/ chegar aqui. Os esmaltes foscos. Finalmente, encontrei os tons lançados pela Risqué (minha marca preferida). Minha máxima ousadia é a cor q tô usando agora: se chama Topázio Púrpura, um roxo fosco. É algo! Mas tô em busca de uma loja em Cxs q tenha a cor Pedra Granada, um vermelho.
Ah, sim, sou eu mesma quem me faço as unhas. Nunca fui no salão para isso em toda a minha vida.
P.S de dias dpois: Achei o Pedra Granada. Mas me decepcionei com a qualidade dos esmaltes foscos. No dia seguinte, já estão lascados. Eu vou nadar e saio da piscina sem metade da pintura. Não curti isso. E não é só comigo, com todas as amigas q usaram tbm. Alôôôô, Risqué, assim não dá!
Sim, pinto sempre as unhas dos pés tbm. Embora agora no inverno quase ninguém veja. A dos pés, eu costumava pintar só de clarinho. Achava vermelho no pé meio coisa de puta. Mas superei o preconceito e tô pintando direto de vermelho tbm.
Ah, contei meus esmaltes outro dia. Tenho 26. Mas já quero aumentar a coleção. Procuro um roxo escuro cremoso ou metálico, mas não encontrei exatamente o q quero. Alguém tem alguma sugestão?
quarta-feira, 24 de março de 2010
Rally dos Sertões divulga Estados
Sete Estados receberão o Rally dos Sertões em 2010. Entre os dias 10 e 21 de agosto, a caravana passará por Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará. Comparando com o ano passado, as novidades são o retornos de Minas Gerais, Maranhão e Piauí ao roteiro da competição, o q é mto bacana. Dos 11 municípios que farão parte da prova, três já são conhecidos: Goiânia (GO), que abriga a largada promocional pelo nono ano consecutivo (muito pó vermelho); Palmas (TO), sede de um Super Prime (uma cidade surpeendentemente linda. A praia da Graciosa é mto bacana); e Fortaleza (CE), palco da chegada (essa eu não conheço ainda).
A primeira parte da definição do roteiro foi feita por avião num total de 58 horas vôo e 12.760 quilômetros. Em abril será o levantamento por terra. Em junho, as condições dos trechos serão novamente avaliadas para, só daí, se conhecer todas as cidades que farão parte do rally em 2010.
Curti muito os Estados e tô curiosa p/ ver o roteiro completo.
A primeira parte da definição do roteiro foi feita por avião num total de 58 horas vôo e 12.760 quilômetros. Em abril será o levantamento por terra. Em junho, as condições dos trechos serão novamente avaliadas para, só daí, se conhecer todas as cidades que farão parte do rally em 2010.
Curti muito os Estados e tô curiosa p/ ver o roteiro completo.
domingo, 14 de março de 2010
Make up for night

O que curto de sair à noite é o processo q vem antes. O momento onde tudo ainda é só expectativa. Se maquiar, escolher uma roupa, colocar sapato de salto. Gosto de me arrumar, por isso, prefiro ir a lugares q exigem uma produção um pouco maior.
Me arrumar e me sentir linda. Esse é o melhor momento.
Dpois, nunca se sabe qdo a noite será de frustração.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Rally dos Sertões: vai começar

O roteiro da edição 2010 do Rally dos Sertões começa a ser definido neste domingo, dia 21 de fevereiro. Saber disso já me deu uma saudade da segunda maior prova off-road do mundo. O rally deste ano será entre os dias 10 e 21 de agosto, com largada em Goiânia (GO), palco já tradicional, e chegada em Fortaleza (CE) - q eu ainda não conheço.
O diretor-presidente da Dunas Race, empresa q organiza a competição, Marcos Moraes, e o diretor técnico da prova, Edu Sachs, fazem o levantamento do percurso, que será todo aéreo, a exemplo do q ocorreu no ano passado.
Essa primeira parte deve durar dez dias com reconhecimento das melhores alternativas de caminho. O roteiro deve ficar por volta dos cinco mil quilômetros, como o de 2009. Dpois, vem o trabalho terrestre em abril. Em junho, a dupla confere novamente o roteiro.
Palmas (TO) tbm já está confirmada no roteiro deste ano. A capital do Estado do Tocantins - q me supreendeu pela beleza - se tornará uma etapa promocional, com a realização de um super prime.
Eu quero ir de novo! Tô tri a fim. Será q alguém me leva?
Crédito da foto: Renato Cukier / Foto Arena
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Sobre moda e tal

Comprei a Elle de fevereiro. Há tempos, andava meio afastada do mundinho fashion. Parei na banca e pensei: Vogue ou Elle? Decidi pela segunda q há séculos não via. Tive uma agradável surpresa. Adorei como a revista tá "vida real, gente de verdade". Os figurinos da Vogue são tudo, mas as matérias são p/ um público AA demais, totalmente fora da minha realidade.
A Elle tem dicas de maquiagem do Boticário, da Natura, coisas bem mais em conta, sem deixar de perder a elegância (será q é jabá dessas marcas, querendo se fazer passar por finas?). Well, pelo menos, achei bacaninha não ter só esmaltes de R$ 500 cada (ainda q o Jade e o Particulière da Chanel sejam sonho de consumo). Até roupa da Renner e da Marisa tem ao lado de Balenciaga, Dior, etc.
Amei!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Amor Sem Escalas

Fui assistir ao filme Amor Sem Escalas esta semana. Não saí de casa tri a fim de ver. Simplesmente, era o filme q estava passando na hora em q eu estava no shopping. Bom, tinham pontos positivos para o filme: o George Clooney, q é lindo, e uma boa crítica. O diretor Jason Reitman é o mesmo de Juno, q achei mto bacana.
Well, lá fui eu. Mas me decepcionei. Achei Amor Sem Escalas bem mediano. Não vi nada de inovador, como propagava a crítica. O filme concorreu a vários Globos de Ouro e agora tá lá nas principais indicações ao Oscar. Alguém me explica pq??? Não se presta à comédia romântica, não é tão engraçado, não é nada sensacional. Tem uns planos de câmera legais no casamento da irmã do George Clooney e só. Daquele estilo "Dá p/ passar uma horinha e meia vendo, sem preocupações".
O filme me deixou meio deprê. Fiquei refletindo sobre a minha vida sem raízes. O personagem do Clooney é um cara q é contratado por empresas p/ demitir pessoas (existe essa profissão?), por isso, vive viajando pelos EUA. Ele não se prende a relacionamentos ou coisas materiais (nem fotos) e dá palestras p/ incentivar esse lifestyle. No final do filme, ele fica sozinho (bah, contei o fim...) - será q é isso q a crítica considera inovador?. Mas isso só me fez pensar como sou sozinha tbm. Nunca curti tanto fotos, nem me prender a qquer tipo de relacionamento. Converso com mta gente, mas, amigos de verdade, tenho poucos. Será q tbm vou ficar sozinha no final? Well, mesmo me fazendo ter essa reflexão estilo filosofia barata, continuo achando o filme bem ruinzinho p/ estar indicado p/ tantos Oscars e tal.
Ah, passei boa parte do filme pensando de onde eu conhecia a guria nova q quer implantar "vídeo-demissões" na empresa em q o Clooney trabalha. É a amiguinha bobinha da Bella na saga Crepúsculo. Ela se chama Anna Kendrick (isso o Google me ensinou. ahaha).
domingo, 31 de janeiro de 2010
Estação das borboletas
sábado, 30 de janeiro de 2010
Saudades do interior
Me deu uma saudades, nos últimos tempos, da colônia, do interior. De qdo eu era pequena e ia p/ casa dos meus avós, hoje já falecidos, em Pinto Bandeira, distrito de Bento. Do cheiro de uva embaixo dos parreirais. De nadar no açude com câmara de ar de pneu de caminhão. De andar no mato. De comer pão de uva, feito pela minha tia, e pão assado no forno de barro, comidas com gosto de verdade e não de papelão. De fugir das vacas brabas no potreiro. Uma saudade da paisagem de vales, que parecem trabalho de patchwork, em diferentes tons de videiras e outras colheitas. Faz mto tempo q não visito Pinto Bandeira. Meus avós morreram, meus tios mudaram de casa. Um dos meus tios continua morando onde meus avós residiam, mas ele tem filhas gêmeas de uns quatro anos, q eu nem conheço. Na época da vindima, sempre me dá essa nostalgia.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Dakar
Acabou o Rally Dakar 2010, na Argentina e Chile (confesso q ainda acho meio estranho o Dakar ser na América do Sul). O espanhol Carlos Sainz levou a melhor nos carros, embora a última especial tenha sido vencida pelo catarense Nasser Al-Attiyah, exatamente como nos Sertões. Os Touaregs são mesmo incríveis.
Vendo as matérias na TV do Dakar, me deu uma vontade de estar lá e uma saudade do Sertões! Embora o Dakar seja bem mais punk, cansativo. São duas semanas e 9 mil mil kms, o dobro de chão da competição brasileira. Embora q eu já tenho um certo preparo, já q entre a ida e a volta dos Sertões (Caxias do Sul - Natal RN) percorremos mais do q essa quilometragem.
Vendo as matérias na TV do Dakar, me deu uma vontade de estar lá e uma saudade do Sertões! Embora o Dakar seja bem mais punk, cansativo. São duas semanas e 9 mil mil kms, o dobro de chão da competição brasileira. Embora q eu já tenho um certo preparo, já q entre a ida e a volta dos Sertões (Caxias do Sul - Natal RN) percorremos mais do q essa quilometragem.
Ensaio sobre a cegueira do mundo
As cenas do desastre no Haiti me fizeram relembrar meus desejos adolescentes. Sempre quis ser socorrista da Cruz Vermelha e atuar em regiões inóspitas e conflagradas. Sempre achei fantástico o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras. Era um desejo meio romântico, que misturava um quê de aventura com compaixão.
Vendo o incessante noticiário sobre Porto Príncipe, me deu uma vontade tremenda de ir para o Haiti ajudar nos resgates, na reconstrução. Mas não sou médica, nem tenho treinamento p/ auxiliar nessas coisas então, possivelmente, seria de pouca valia.
Os relatos de saques, de tiros na noite, as pessoas vagando pelas ruas me fizeram recordar uma relação q eu já tinha feito em minha cabeça qdo o furacão Katrina atingiu a costa sul dos EUA em 2005: José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira. Qdo não há governo ou polícia, o caos se instaura. As instituições são necessárias para manter o mínimo de civilidade, de organização e mostrar aos homens aquilo q os diferencia dos animais.
Ao q parece o Haiti vai demorar a se reerguer e só o fará com ajuda internacional. Dpois de ditaduras, guerras civis, um grande desastre natural no país mais pobre das Américas.
Eu queria ir p/ lá ajudar.
Vendo o incessante noticiário sobre Porto Príncipe, me deu uma vontade tremenda de ir para o Haiti ajudar nos resgates, na reconstrução. Mas não sou médica, nem tenho treinamento p/ auxiliar nessas coisas então, possivelmente, seria de pouca valia.
Os relatos de saques, de tiros na noite, as pessoas vagando pelas ruas me fizeram recordar uma relação q eu já tinha feito em minha cabeça qdo o furacão Katrina atingiu a costa sul dos EUA em 2005: José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira. Qdo não há governo ou polícia, o caos se instaura. As instituições são necessárias para manter o mínimo de civilidade, de organização e mostrar aos homens aquilo q os diferencia dos animais.
Ao q parece o Haiti vai demorar a se reerguer e só o fará com ajuda internacional. Dpois de ditaduras, guerras civis, um grande desastre natural no país mais pobre das Américas.
Eu queria ir p/ lá ajudar.
Assinar:
Postagens (Atom)