domingo, 25 de abril de 2010

Angústia e previsões de um futuro incerto

Tô lendo o livro de memórias do Zuenir Ventura, Minhas Histórias dos Outros. Tem uma grande parte q fala sobre a ditadura. Já tive essa mesma sensação ao ler outros relatos dessa época: para minha geração, o golpe de 64 e os 20 anos q se seguiram parecem ficção, algo q não nos diz nada. Qdo o país lamentava a morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil depois da ditadura, eu tbm chorava, mas na pediatria do Tacchini por causa de uma amigdalite. O meio molda o q são as pessoas, e, por conseguinte, os anseios e medos daquela geração.
A minha não tem um pq lutar, tudo está aí, liberado, disponível facilmente. Não, não estou defendendo a repressão, de modo algum. Mas a minha geração vaga por aí, sem saber bem o que buscar, o q nos torna eternos angustiados.
Eu não parei ainda p/ fazer um balanço dos últimos anos, se minhas escolhas valeram a pena. Tenho medo da conclusão a q posso chegar. O q posso fazer é tentar traçar ilusões de futuro.

P.S. Sobre isso, essa angústia de quem tá perto dos 30 e não sabe bem o que quer, gosto da música da Lily Allen chamada 22:
“When she was 22 the future looked bright
But she's nearly 30 now and she's out every night
I see that look in her face she's got that look in her eye
She's thinking how did I get here and wondering why
It's sad but it's true how society says
Her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age
She's got an alright job but it's not a career
Wherever she thinks about it, it brings her to tears...”

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Unhas, cores e tal

Eu amo pintar as unhas. Quem me conhece sabe que é raríssimo me ver com as unhas despintadas. Qdo isso acontece, me sinto meio nua. Desde o final da adolescência, acho q minhas unhas não passaram mtos dias sem ver cor de esmalte.
Mas sou tradicional. Amo vermelhos e seus derivados. Tenho inúmeros vidros de esmalte em casa. Nunca fiz aquelas micropinturas (sorry quem gosta), mas sempre achei meio cafona. Tbm não curto os atuais tons fluo da moda. Me parece coisa de criança (ok, ok, sei q mta gente grandinha usa).
Mas agora tô encantada com uma moda q rolou na Europa e nos States, mas q tava demorando p/ chegar aqui. Os esmaltes foscos. Finalmente, encontrei os tons lançados pela Risqué (minha marca preferida). Minha máxima ousadia é a cor q tô usando agora: se chama Topázio Púrpura, um roxo fosco. É algo! Mas tô em busca de uma loja em Cxs q tenha a cor Pedra Granada, um vermelho.
Ah, sim, sou eu mesma quem me faço as unhas. Nunca fui no salão para isso em toda a minha vida.

P.S de dias dpois: Achei o Pedra Granada. Mas me decepcionei com a qualidade dos esmaltes foscos. No dia seguinte, já estão lascados. Eu vou nadar e saio da piscina sem metade da pintura. Não curti isso. E não é só comigo, com todas as amigas q usaram tbm. Alôôôô, Risqué, assim não dá!

Sim, pinto sempre as unhas dos pés tbm. Embora agora no inverno quase ninguém veja. A dos pés, eu costumava pintar só de clarinho. Achava vermelho no pé meio coisa de puta. Mas superei o preconceito e tô pintando direto de vermelho tbm.
Ah, contei meus esmaltes outro dia. Tenho 26. Mas já quero aumentar a coleção. Procuro um roxo escuro cremoso ou metálico, mas não encontrei exatamente o q quero. Alguém tem alguma sugestão?