quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Homens...

Não, definitivamente, eu não entendo o q ele fala e faz.
Outro dia, eu jurei q ele ainda tava a fim de mim pelas atitudes. Só q ele não foi capaz de dizer uma simples frase. Tem coisas q ele fala q me dão a entender: "quero ficar perto de vc". Mas pq então ele não fala direto: "quero ficar perto de vc"? Assim. Nem dói.
Eu sei, se tivesse manual de instruções não teria graça. Ok, ok.
Mas, sério, cansei.
Ano novo, eu quero um homem novo (ou vários...).

domingo, 30 de novembro de 2008

Sampa


São Paulo é logo ali. De Caxias, dá 1h20min de vôo, mais ou menos. Quando eu vou de Ozelame para Bento, passando por Farroupilha, demora mais que isso.
Fui dar umas bandas lá esta semana. O céu, para variar, era cinza. São Paulo é linda e feia. Em cada esquina, se encontra um pouco de tudo.
As ruas da Paulista te impelem ao fast-food.
Museus, restaurantes, lojas finas e um quê de solidão.
Da janela do apto do meu hotel, na Peixoto Gomide, eu via um gato branco brincando com a gravidade na janela do 10º andar.
Do Masp (com suas colunas projetadas pela Lina Bo Bardi q abrigam neo-hippies e outras tribos, além de vagabundos), eu gosto do Azul e Rosa, do Renoir, da Canoa sobre o Epte, do Monet, e das cores fortes do Van Gogh - todas aquelas obras conseguidas com doações de ricaços pelo falca do Chatô.
Eu ainda tô descobrindo a cidade. Dizem que SP ou tu ama ou tu odeia. Eu acho q vou amá-la e vamos ter um relacionamento longo, mas ainda estamos na fase de nos conhecermos melhor...

sábado, 15 de novembro de 2008

Fada querida

Eu devo habitar outro mundo. Nunca tinha ouvido falar em Victor e Leo na minha vida até anunciarem q o show deles viria p/ Cxs. Sério, nunca ouvi Fada na rádio, nunca vi uma apresentação deles na TV. Eu vivo em outro mundo?
E o q é a super hiper mega comoção / mobilização pelo show deles na city? Em todas as classes, todas as idades, vc encontra alguém que irá à apresentação.
Cansei de atender gente q liga p/ o jornal pedindo ingressos e, claro, dizendo q “precisa” conhecer a dupla de sertanejo universitário (sim, dpois do forró universitário e do pagode universitário, é a vez dos neo-caipiras). “O jornal está fazendo 60 anos, eu tbm. Eu preciso conhecer Victor e Leo.” “Eu comprei ingresso, mas minha neta é mto pequena p/ ir no show. Ela ama Victor e Leo. Ela precisa dar um abraço neles.” A melhor foi a q um colega meu ouviu: “Minha filha é vice Mini-miss. Ela tem que conhecer o Victor e Leo.”
Sim, definitivamente, eu moro em outro mundo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sorria, vc está na Bahia


Acabei de voltar de Porto Seguro. É o paraíso na terra. Não imaginava q fosse um lugar tão lindo, já que as agências de turismo vendem a cidade como a terra da folia e do capeta (a bebida, não o demônio). Fui p/ lá p/ me perder e me encontrar. E consegui.
Agora tô com depressão pós-viagem. Quero voltar p/ o azul do céu e do mar. Eu preciso de sol p/ não mofar e p/ ser feliz.
Porto Seguro é super eclético. Lugar infestado de crias do segundo grau (na minha época, era segundo grau, não consigo chamar de ensino médio), mas tbm lugar de aposentados e casais em lua-de-mel. Impossível não se apaixonar pela tonalidade do mar e dos rios q desaguam nas águas ora calmas como piscina ora teimosas.
Lá, é praia todos os dias e festa todas as noites. Vc certamente irá decorar refrões de músicas de axé q vc nunca tinha ouvido antes na vida, mas q bombam por lá, e gritos de guerra dos estudantes (eles têm até musiquinhas de cada hotel, ensaiadas por guias de operadoras de turismo q atendem somente o público de viagens de formatura do segundo grau).
Trancoso, praia de ricos, é linda. É um dos únicos lugares onde eu vi gente surfando, embora as ondas não sejam das melhores. As águas da praia dos Coqueiros são super calmas e convidam p/ um banho. Arraial D´Ajuda, praia quase deserta com falésias, é perfeita para andar e esquecer da vida. Coroa Vermelha não é só o lugar onde foi rezada a primeira missa no Brasil como uma das praias mais lindas de Porto Seguro, com águas que parecem piscinas e onde é possível caminhar sobre o mar literalmente. A feirinha local é um achado. Mergulhar em Recife de Fora foi uma das coisas mais bacanas q eu já fiz na vida.
Passar pela Passarela do Álcool à noite e cair nas baladas noturnas (p/ ir à festa na Ilha dos Aquários é preciso pegar um balsa) completam o passeio.
A orla e os lugares turísticos são todos mto seguros. Não vi ninguém batendo carteira e poucos pedindo esmolas. O chato é a insistência dos vendedores, eles querem te empurrar de tdo, desde colares de semente, passando por cocadas e água de coco. Não adianta dizer não, eles insistem e te chamam de "modelo" ou "empresário" e fazem gracinhas p/ tentar agradar. Praticamente todos os baianos vivem do turismo. Não há outra economia lá, além do turismo, só fazendas de gado ou monoculturas como eucalipto. Os baianos, de guias a vendedores de praia(uns negrões de corpo lindo), vão te trovar, com certeza, se estiveres sozinha (eu viajei absolutamente sozinha, sem ninguém). Com dois minutos de conversa, eles vão te pedir em casamento: o sonho da maioria deles é ir p/ o Sul (leia-se Sul como de São Paulo p/ baixo), onde eles acreditam q todos são ricos. Lá, não há classe média, ou vc é operário da indústria do turismo ou é rico, não há meio termo. A Bahia é quente e sensual, como relatam as histórias de Jorge Amado.
Tbm é mto bom ouvir a confusão de sotaques. Há mtos turistas paulistas (do interior e da Capital), mas tbm gaúchos, mineiros, goianos, cariocas. Além de estrangeiros, é claro (as baianas caem matando em cima deles). Há vôos diretos de diversos lugares da Europa semanalmente. Os aviões não param de chegar no aeroporto pequeno e sem ar condicionado de Porto Seguro (prometeram um novo aeroporto a cidade até 2010).
Mtos dos turistas se apaixonam perdidamente pela cidade e não voltam mais p/ suas casas distantes e frias. Há muitas churrascarias em Porto Seguro (sim, pasmem), a maioria delas têm no nome uma referência ao Rio Grande do Sul. Bandeiras de outros Estados e países tbm são comuns em diversos restaurantes e barracas de praia.
Mal desfiz as malas e já tenho vontade de partir novamente p/ algum outro lugar. Sozinha mesmo. Não me senti sozinha em nenhum momento da viagem. Ouvi mto: "vc tá sozinha? Nossa! Como vc é corajosa!". Não sei se sou corajosa, só sei q minha casa é o mundo.

sábado, 30 de agosto de 2008

By night

É sempre igual. As gurias agora tão de faixinha no cabelo. Calça jeans skinny ou legging.
Pq os guris insistem em fazer aquele topetinho arrepiado na frente? Se não for assim, é cabelo emo.
É injusto. Guria linda tem aos montes por aí. Mas para q tanto homem feio?
É certo: vc vai ganhar uma cotovelada e um pisão no pé.
E o cheiro de fumaça de cigarro no cabelo na manhã seguinte.
Vai voltar para casa com a sensação de q aquela noite não acrescentou em nada na sua vida, só lhe tirou algumas horas de sono e algum dinheiro. Mas vc vai voltar a sair nas noites seguintes a procura de algo q vc sabe q não vai encontrar.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ele sumiu

Vcs tinham um caso e, do nada, ele simplesmente sumiu. Sem explicação, sem dar um tchau, sem dizer: "cansei de te comer. tô fora". Pq ele faria isso? Pq os homens não são claros, diretos: "não quero mais vc"? Simples assim. Sem drama, sem trauma. A gente entende. É sério.
Mas qdo eles somem, tentamos criar desculpas, subterfúgios.
Pq ele sumiu?
As hipóteses:
- Ele sofreu um acidente mto grave e está internado no hospital.
- Ele morreu.
- Ele é gay.
- Ele engravidou uma guria menor de idade e vai ter que casar com ela por obrigação.
- Ele pegou uma doença contagiosa.
- Ele é um baita de um babaca.

P.S. Eu tô convencida de q ele é gay ou babaca.

sábado, 19 de julho de 2008

Ruas de papel jornal

Estou há pouco mais de um ano na cobertura de Cidades (o que a maioria dos jornais chama de Geral), mas só agora percebo que as ruas da cidade ficam impressas na minha memória não pelo seu nome, mas como a rua onde um garoto de 15 anos morreu na direção do carro que pegou escondido da mãe, a estrada onde mãe e filho morreram depois de colidir o veículo em que viajavam contra um caminhão, a rua onde o homem viciado em drogas tombou ao tentar entrar na casa da ex-mulher, a rua onde furtam hidrômetros, a rua onde mora a rainha da Festa da Uva.

domingo, 13 de julho de 2008

Céu

Tardes modorrentas de domingo. Eu queria que fosse verão para sempre. Os dias cinzas tornam a vida nublada e mais difícil de suportar. É melhor quando o calor é tão forte que é quase possível estender a mão no ar e tocá-lo.
Por que as pessoas somem do teu caminho? Quem eu encontrei por acaso numa noite dessas escolheu outra estrada em uma bifurcação qualquer, seguiu uma via paralela, e eu me perdi. Não sei qual o caminho certo (acho q nunca soube qual era e não sei se um dia saberei). Mas as tardes quentes tornam mais fácil suportar.

The book is on the table

Eu moro na Capital Brasileira da Cultura.
Sou sócia da Biblioteca Pública. Espaço, aliás, que deve ter menos livros do que a biblioteca de Bento Gonçalves, cidade quatro vezes menor. Espaço socado num prédio feio, com nomes riscados nas paredes da escadaria interna. Onde ainda batem à máquina de escrever tua ficha e anotam a retirada do livro em um papel colado à parte interna da contracapa.
Eu moro na Capital Brasileira da Cultura.

Viagem e confusão mental

Pequenos milagres operam diariamente diante dos teus olhos. Pílulas de paciência. A vida que passa meio morta pela janela, junto com uma brisa gelada, pisando um chão úmido. A neblina que nunca se esvai. Uma criança com um capuz num dia azul sendo conduzida pela mão do pai por uma rua que não sei onde vai dar.
O outdoor mostra a estrela da estação passada com uma roupa da mais recente coleção. No ônibus, os passageiros parecem carregar a poeira eterna das viagens por estradas de chão. O veículo chacoalha os miolos e a alma, mesmo no asfalto recente. A pele dura e amarela acostumada ao caminho percorrido várias vezes ao dia. A estrada passa como uma projeção. A cruz marca o local onde alguém que eu não conheci morreu. Nuvens de outono num céu de primavera.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Another life

Ela tem a minha idade. Há seis meses, estava grávida quando perdeu a casa em um incêndio. Outras seis famílias tbm perderam. Casas depois da ponte construída para atravessar um esgoto. O entulho do incêndio ainda está lá.
Ela tem três filhos, contando a menina no colo. Se separou do marido, diz q ele roubava as coisas em casa para comprar droga. Não tem pensão, não tem emprego.
Me conta isso fumando mto sempre. Penso: p/ comprar cigarro, não falta... As crianças estão bem vestidas.
A menina de três anos ajunta do chão um toco de cigarro e põe na boca. Faz pose, com a bagana entre os dedos e assopra a fumaça invisível.
_ Põe isso fora, Rafaela. Está sujo _ digo olhando para os cães q coçam as pulgas ali perto.
Ela não me ouve. A mãe nem vê.
_ Joga fora _ insisto.
A pequena fica envergonhada mas continua o simulacro de fumo.
_ Êca, é sujo! Joga bem longe _ falo fazendo cara de nojo e um gesto com o braço como se atirasse algo.
Ela me ouve e se livra do toco de cigarro. Eu me despeço.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sex and the city

Acabei de fazer 25, mas tô me sentindo um pouco a Carrie, a Miranda, a Samantha, a Charlotte.
Ok, Caxias não é Nova York, e eu não tenho grana p/ comprar sapatos e roupas caríssimos (embora algumas vezes, eu ache a Sarah Jessica Parker meio brega. Me batam, fashionistas!).
Mas: encontros casuais, casos q não dão certo, tentando se encontrar, naquelas, sabe?

P.S. Falando em séries: será q eu sou a única criatura do mundo q nunca viu nenhum episódio de Lost?

Artigo indefinido

Tu já pôde perceber q eu ainda não defini bem sobre o q quero falar, a linha editorial, digamos, desse blog.
Isso certamente reflete minha vida.
Um pouco moda, um pouco cotidiano, um pouco besteira, um pouco superstição.
No dia em q eu descobrir, eu juro q te conto.

Vítimas da moda

Galocha tá na moda. Ah, tá! Coisa mais feia, vamos combinar!
Galocha, meu pai usa p/ trabalhar na obra ou no parreiral.
É hype? No, tks. É mto p/ mim.
Nada sexy nem confortável. Me explica pq alguém do sexo feminino usaria p/ dar umas bandas por aí?

domingo, 11 de maio de 2008

Tempestade

Nossa! Qto tempo! Q feio! Criar algo e não alimentá-lo mais. Sorte q os blogs não morrem...
O mês foi um pouco punk. Mas parece q as coisas estão voltando ao normal. Dpois da tempestade...
Aguardem cenas dos próximos capítulos.

sábado, 15 de março de 2008

Um buraco dentro de mim

Tá tudo mto estranho. Não sei. O que quero. Quem sou. Se tenho fome. Acho q é pq minha vó, minha nonna morreu na outra semana. A gente sempre sabe q, um dia, as avós morrem. Mas é foda qdo esse dia chega.
Tá sarando. Mas, por enqto, tenho medo de ficar sozinha.

domingo, 2 de março de 2008

Mantra

“Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.”
(Walter Franco)

Faculdade

Mesmo depois de mais de seis meses da formatura, eu ainda não me acostumei a essa nova condição. Depois de quase 20 anos estudando, o primeiro impulso é continuar preenchendo fichas com a palavra “estudante” no campo “ocupação”.

Yes, baby

É. Acabou. Para mim, acabou faz tempo. Não é mais como antes. Só sexo não basta, querido. Mas vc não entende, não é? Eu falo, falo, e vc acha q eu nunca entendo o teu lado. E vice-versa. Bye, bye. Eu quero mais. Esse é o grande mal e a grande virtude da humanidade.

Então...

Gostaria muitíssimo de saber quem inventou que um advérbio que dá idéia de conclusão pode ser usado para se iniciar toda e qualquer frase. Existe coisa mais irritante do que a pessoa ficar respondendo, não importa qual a pergunta, sempre com: “Então, isso.” “Então, aquilo.”
Vamos esclarecer (antes que moda pegue tbm aqui no Sul): a palavra então serve para concluir algo, ligar duas idéias, não para se iniciar uma conversa.
Acho q não é mto complicado de entender, não?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Odoyá


Hoje é dia de Iemanjá.
Odoyá, minha mãe!
Tudo aquilo que a senhora sabe que eu desejo.