sábado, 5 de dezembro de 2009

Tem mais alguma coisa?

Ainda da série: tentando acompanhar novas tecnologias. Me inscrevi no Facebook. Mas não entendi mto bem p/ q serve. O Facebook é o novo Orkut, não? Agora q o Orkut tá popularizado, o bacana é ter Facebook, é isso?
Agora tenho Orkut, blog, Facebook, álbum no Picasa, Msn, Twitter. Chega, né?
Pô, nerds, parem de inventar redes sociais. Se eu ficar atualizando tudo isso, não vou ter tempo para viver em sociedade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lua Nova

Fui assistir Lua Nova. Não resisti a onda de reportagens sobre o filme e fui lá ver. Além de mim na sala, só grupinhos de adolescentes. De adultos, só as mães q acompanhavam filhos menores.
Eu já tinha visto Crepúsculo e achado bobinho, mas q cumpria bem o papel ao qual se propos. Acredito q, se eu fosse uns 10, 15 anos mais nova, iria ser alucinada pela saga escrita por Stephenie Meyer. Na minha adolescência, eu amava os livros da Anne Rice e assisti várias vezes à Entrevista com o Vampiro.
Praticamente todas as cenas q importam em Lua Nova, eu já tinha visto em reportagens de TV ou na internet. Esperava q tivesse mais emoção, mas, não, eu já tinha visto tudo.
Ah, me batam, adolescentes: eu acho o Robert Pattinson feio e a Kristen Stewart, mto da sem graça. Não acho o sorriso dele bonito, mto pelo contrário. E acho q ela é bem comunzinha e faz drama demais (embora, talvez aí esteja a identificação da faixa teen).
Eu voto p/ q ela fique com o lobisomen Jacob (ainda q tenha achado o Taylor Lautner sem camisa o tempo todo meio forçado demais. Mas ele tá lindo, não dá p/ negar).
Se eu tiver saco, vou ver Eclipse no ano q vem.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Twittando

Bah, me rendi. Tô no Twitter. Em dezembro do ano passado, qdo vi numa reportagem da TPM o tal do Twitter, nem fazia ideia do q era. Dpois, achei q era algo totalmente desnecessário, só mais uma coisa p/encher o tempo (e o saco).
Mas agora q parece q as pessoas nem conversam mais no mundo real. Ou melhor, as conversas do mundo real são: "tu viu o q tá rolando no Twitter?". Deus meu!
Dias atrás na livraria do aeroporto em Poa, vi dois livros sobre o Twitter. Ou é gente querendo tentar ganhar uns minutos de fama com a onda do momento ou a coisa tá ficando séria mesmo, pensei.
Dá p/ fazer uma super análise sociológica do troço. Essa coisa de seguir gente famosa, achando q, sei lá, pode ficar mais perto dele e constatar q, sim, eles fazem coisa normal é algo entre o estranho e o engraçado.
Well, tá lá a Kelly em 140 caracteres: @kellyisisp

sábado, 7 de novembro de 2009

This is my life

Possivelmente nem eu nem vc ganhe um prêmio Nobel. Provavelmente, eu não irei descobrir a cura da Aids. Nem sei ao certo se as pessoas leem o q eu escrevo no jornal. E, pior: caso leiam, se aquilo faz alguma diferença na vida delas.
Parece q, cada vez mais, o tempo corre e minha vida não se destaca. Qdo eu era criança, tinha a certeza de q faria algo p/ ser lembrado por gerações futuras. Mas, a cada dia, parece q essa esperança se perde na inércia das coisas.
Eu não quero q seja assim. Isso me incomoda.

domingo, 25 de outubro de 2009

Pernambuco


Acabei de chegar de Pernambuco, um Estado em construção. Um lugar mais pobre do que eu imaginava. Tinha em mente que os Estados do Nordeste eram miseráveis no interior e mais prósperos no Litoral, pelo turismo e pela proximidade com suas capitais. Mas não. A pobreza tá lá, aos olhos dos turistas. Nos casebres feitos de barro e cobertos de palha, sem água encanada ou luz. Na vida sem esperança dos bóias-frias q trabalham nos infinitos canaviais que preenchem as beiras de estrada. É época do corte da cana e as queimadas se espalham perigosamente pelo caminho.
Mas Pernambuco começa a crescer. Colher os frutos do turismo e do incentivo fiscal para a instalação de empresas. É um Estado em construção. As obras se espalham. São novos hotéis, novas indústrias, estradas duplicadas.
Recife guarda o charme algo decadente no Centro antigo, com seus casarios holandeses. Mas, como toda capital, também tem os mendigos dormindo nas praças e a praga da pichação nos prédios, assim como as orientações de onde os turistas não devem andar pelo perigo de assaltos. Fiquei tentada a comprar uma sombrinha de frevo. Mas parei e refleti: "o q vou fazer com uma em minha casa?" Não comprei.
Em Olinda, as ladeiras, mesmo vazias, parecem ecoar o carnaval com os bonecos gigantes. A vista aos fundos da igreja da Sé é maravilhosa. Nas casas antigas, as pessoas ainda moram ou servem de comércio e escola.
Fiquei em Porto de Galinhas, praia com um mar encantadoramente azul. Mas a antiga vila de pescadores, localizada no município de Ipojuca, já ta meio farofa demais para o meu gosto. Na areia, os locais dividem espaço com famílias, crianças correndo e gritando e ambulantes mil. Nos hotéis, a maioria é casal em lua de mel ou aposentados, o q não é mto interessante para uma garota de 26 anos q viaja sozinha. Não q eu tenha me sentido só (se eu nasci sozinha, posso tranquilamente conviver com isso), mas Porto de Galinhas não é o q eu chamaria de um lugar agitado. O máximo de diversão é um forró. Numa quarta, fui na Santeria, casa noturna com as paredes cobertas de santos e orixás (o máximo!). Era dia de forró e dois dançarinos rodopiavam pelo salão com as turistas. Mtos nativos tbm freqüentam a casa. Dancei forró e quadrilha e me diverti. Mas, na saída, lá estavam um grupo de quatro ou cinco moleques, uns 12 anos no máximo, pedindo: “tia, tem um R$ 1?” Eles não deveriam estar em casa naquela hora da madrugada? É o tal progresso... Fiquei pensando como será o futuro de Porto de Galinhas, um lugar q era um vila qse deserta há uns 15 anos e q agora recebe milhares de turistas. Não sei qual o planejamento deles na questão de saneamento, por exemplo, e crescimento imobiliário (se é q existe algum tipo de planejamento).
Mas, mesmo não conhecendo tantos lugares assim, posso dizer q a beira-mar realmente é uma das mais bonitas do Brasil. Outro lugar espetacular q conheci foi Maragogi, em Alagoas. Fiz mergulho com cilindro pela primeira vez. No começo, me deu um certo pânico, confesso. Faço natação há cinco anos, mas é totalmente estranho para alguém q está acostumado a botar a cabeça p/ fora da água p/ respirar ter q ficar puxando ar pela boca por um tubo. Mas dpois q acostuma é bacana. É parecido com snorkel, na real, só q acima da sua cabeça tem mto mais litros de água. O mar de Maragogi é inacreditavelmente azul e transparente.
Outro lugar q chega a doer de tão lindo é a praia de Carneiros, na cidade de Tamandaré, no sul de Pernambuco. Antiga fazenda de coco da família Carneiros, embora tenha alguns restaurantes, pousadas e propriedades particulares, ainda guarda um certo encanto de lugar deserto em alguns pontos, com coqueiros a perder de vista e mar salpicado por canoas e barcos de pescadores.
Volto com a certeza de q conhecer novos lugares faz bem p/ a alma e p/ a saúde. Definitivamente, eu preciso de sol p/ ser feliz.


P.S.: tem fotos no meu álbum: http://picasaweb.google.com.br/kellyisisp/PortoDeGalinhasOut09#

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Observações de sábado à noite

Tão dando desconto na entrada das casas noturnas p/ caras q forem de camisa listrada e para gurias com blusa de estampa animal?
Sim, só pode... Pq é só o q se vê na noite.

sábado, 5 de setembro de 2009

Das modernidades...

Não tenho Twitter. Por isso, me sinto meio fora do mundo qdo as pessoas comentam o q as celebs ou os políticos andam twitando. Sim, há até renúncia de cargo e pedido de casamento por Twitter.
Mas fiz um álbum virtual no Picasa. Não tem mta coisa (eu nem tenho mtas fotos mesmo), mas passa lá:
http://picasaweb.google.com.br/kellyisisp

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Run, Lola, run

Se eu não consigo nem correr da minha casa até o Parque dos Macaquinhos, como vou correr 15 km até o fim do ano?
Às vezes, acho q dá. Outras, acho q é loucura.
Às vezes, tô tri empolgada. Outras, quero abondonar tudo.
Preciso de motivação.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quatro meses para achar um padrinho

Minha prima de 23 anos vai casar. Ela me convidou p/ ser sua madrinha de casamento. Por msn. Sim, tempos modernos. A Celia Ribeiro ia achar horrível, mas eu achei o máximo. (Ah, a minha prima tá morando no Espírito Santo.)
É a primeira vez q serei madrinha. Tô bem feliz. Mas só tem um problema: não tenho um padrinho. Não tenho namorado, não tenho um amigo q possa servir de padrinho. Tô me sentindo uma frustrada por isso.
Tenho quatro meses (um pouco menos, na real) p/ arranjar um amor, um amigo, um padrinho.


P.S. Na real, acho q vou com um padrinho emprestado.

Pés de bailarina


Nunca fiz aula de balet, mas acho q gostaria de ter feito. se eu tiver uma filha e ela quiser, vou incentivá-la a fazer.
Só vejo um porém: ficar com pés de bailarina.
Embora q o mundo moderno faça todas as mulheres ficarem com pés de bailarina. Adoro usar salto, mesmo tendo 1,76m de altura, mas isso detona meus pés. Nem sei se deveria estar dizendo isso em público, mas tenho calos nos dedinhos. Meus pés só eram bonitos qdo eu só usava Havaianas, qdo eu era pequena (na época em q isso não era nem um pouco hype).
Meus dedinhos voltaram a respirar nos Sertões, qdo eu trabalhava de Havaianas (o calor era insuportável. Q sonho! Trabalhar de Havaianas...), mas agora voltaram a ficar feios. E isso me incomoda. Mas não posso andar de Havaianas no frio de Caxias.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fast fashion


Adoro o fenômeno fast fashion, embora mtos metidos a intelectuais da moda o critiquem. É apavorante como as grandes redes conseguem rapidinho, rapidinho colocar as tendências nas araras. O pulo passarela / digestão dos darlings q dizem o q será usado nas ruas / público em geral está cada vez mais fast.
Abra a Vogue e dê um passeio pela Renner: lá estão os cetins, os nudes, as estampas animais. Tudo ao alcance das mãos daqueles que não fazem ideia quem seja Salvatore Ferragamo, Balenciaga, Yves Saint Laurent.
Ok, não acho tão barato o q as grandes redes oferecem em comparação com o baixo nível da média dos tecidos e modelagens. Mas as cores, a forma tão lá, popularizadas. E isso eu acho o máximo.
Moda é informação. Quem não usa, tá desinformado (pelo ponto de vista de quem acompanha o mundinho, claro).
Viva o fast fashion! Viva a Renner, a Riachuelo, a C&A, etc!
Não curto mto comprar nesses lugares (uma calça q eu comprei p/ o Sertões na Marisa desbotou e embolou na primeira lavagem, vê se pode! Mas tdo bem, comprei lá justamente p/ poder detoná-la). Mas tornar o fashion pop é artigo must have!

P.S. Falando em moda, qdo o revival 80's vai acabar? Olhando as suas fotos daquela década, vc não se acha ridículo?

sábado, 15 de agosto de 2009

O casal da Feijó com a Pinheiro

A gente está tão desacreditado das boas intenções da raça humana que quando acontece um gesto solidário nos espantamos, quando o correto deveria ser o contrário.
Na sexta, aproveitando os ares de verão em pleno inverno, fui dar uma volta pelo Centro quando saí do trabalho.
Na esquina de cima da minha casa, parei no sinal fechado para os pedestres. Do nada, meu nariz começou a sangrar muito (não se espante isso acontece de vez em qdo, embora fosse mais frequente qdo era criança). Eu estava com várias sacolas. Logo minhas mãos ficaram completamente sujas de sangue. Eu não queria manchar minhas roupas nem a minha bolsa, mas meu pacote de lenços descartáveis estava no fundo da minha bolsa e eu não estava conseguindo pegar. Além de mim, tinham umas seis ou sete pessoas esperando para atravessar a rua.
Um casal se interessou em me acudir. O rapaz foi o primeiro: “Moça, você está bem? Precisa de ajuda?”. “Estou. Isso acontece sempre. Só não tô conseguindo alcançar o lenço na minha bolsa.” A moça se ofereceu para pegá-los. Vi que ela ficou meio constrangida por ter que enfiar a mão na minha bolsa, mas eu a encorajei: “Pode colocar a mão. Deve estar lá no fundo.” Ela ficou com a minha bolsa (se quisesse poderia ter saído correndo com meu dinheiro, meus documentos, meu telefone, minha chave de casa, minha vida toda ali, mas eu senti q ela não faria isso). Ela me alcançou três lenços e eu me limpei.
O moço ainda se preocupou em querer me levar à farmácia, em me ajudar a encontrar água para me lavar. Mas eu respondi: “Não precisa, eu moro na outra esquina”. O sinal abriu. Eu agradeci e atravessei. Eles foram em outra direção.
Sou muito grata a eles. Duvido que os dois leiam isso, mas se lerem, moça loira e rapaz que estavam na esquina da Feijó com a Pinheiro na última sexta, muito obrigada. Vocês me provaram que nem tudo está perdido neste mundo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não vá se perder por aí...

Tô meio perdida desde voltei dos Sertões. Não consigo me encaixar direito na minha vidinha de sempre. Sei lá... Todo mundo dizia q dpois da adolescência essas crises de identidade passavam. Mas não. São diferentes, mas continuam sendo crises.
Será q algum dia vou saber o q quero ser qdo crescer? Eu gosto de ser jornalista. Mas depois do up q foi o Sertões, Caxias ficou meio embaçada. E fria. Nossa! Como faz frio aqui. Qdo o inverno e a gripe A vão passar?

domingo, 12 de julho de 2009

O que fica do Sertões (ou Eu me senti um personagem de road movie)


- O colorido das casinhas nordestinas, sempre uma colada à casa do vizinho.

- As bandeirinhas de São João. Bastava meia dúzia de casinhas p/ q elas estivessem presentes.

- O olhar triste dos cachorros magros do Nordeste e os onipresentes jegues.

- As BRs do interior do Nordeste são um verdadeiro rally.

- A terra vermelha de Goiás, q parece entrar na pele.

- Churrascarias gaúchas são uma marca por todo o Brasil. Comi um excelente churrasco numa cidade de Alagoas chamada Messias. E, surpreendente, encontrei um CTG no Oeste da Bahia, numa cidade chamada Luis Eduardo Magalhães.

- Contrariando minhas expectativas, Tocantins tem praia (de água doce, claro). A
ponte Fernando Henrique Cardoso de 8,2 km é fantástica. A Praia da Graciosa é mto linda. Mas, na capital de 180 mil habitantes não há mtas opções.

- A alegria e o sotaque carregado do povo de Caicó (RN). O Forró da Paquera parecia animado, mas eu não fui.

- As pipas dos moleques das favelas de São Paulo, às margens da Dutra ou da Raposo Tavares, q provam q a infância ainda é possível.

- A importância dos amigos e de tomar um banho decente.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Sertão

Acabei de chegar do Rally dos Sertões. Foram 23 dias de viagem, contando a ida para Goiânia (GO), o rally (dez dias de prova, entre Goiânia e Natal (RN)) e a volta para Caxias (que durou uma semana).
Meus braços doem. Estou tonta. Mas eu quero ir de novo ano que vem (porém voltarei de avião).
É mais fácil perguntar onde não dói e por quais Estados eu não passei. Foram 11 mil quilômetros e 16 Estados percorridos (o rally passava por sete).
Eu só tive a verdadeira noção de como aquela frase chavão de que o Brasil é grande e diverso agora, percorrendo boa parte desse país continental. A diferença de paisagem do interior do Nordeste para a cidade de São Paulo (SP) é chocante. O Brasil realmente são vários Brasis.
Ficam na minha memória e na minha alma o olhar cansado da gente do interiorzão do país. De povoados pequenos, com pessoas sentadas na porta de casa esperando a vida passar. A simplicidade do Sertão é colorida: as casinhas são uma grudada na outra, cada uma num tom. O sertanejo é mesmo um forte, que teima em sobreviver.
É verdade, ninguém volta igual de um Sertões.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Em algum lugar nos Sertões

Não irei atualizar esse blog pelos próximos tempos pq estarei mto ocupada atualizando outro. Estou acompanhando o Rali dos Sertões, entre Goiânia (GO) e Natal (RN). São 5.056 km por sete Estados (fora o deslocamento de Caxias a Goiás e a volta de Natal para Caxias - no total, uns 14 mil km!!!).
Passa lá e confere: www.pioneiro.com
Entre no link Blogs e depois em Rali dos Sertões.

Ainda está disponível, mesmo depois de encerrada a aventura, nesse link: Blog do Rali dos Sertões

sábado, 6 de junho de 2009

Reminiscências de um outro domingo...

Não foi nesse último, foi no outro.
Fui a pé de casa p/ o Centro de Bento num domingo logo de tarde. Absolutamente ninguém na rua. Chegava a dar um medo. Só uns cachorros vadios vagando. Em frente à igreja de Santo Antônio, uma pomba procurando entre as frestas da calçada o arroz do último casamento.
Como pode? Onde se escondem os habitantes dessa cidade? Pq não saem à rua num domingo ensolarado?
É estranho andar sozinha pelas ruas abandonadas da cidade.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aline

Encontrei ela morando na beira do Rio das Antas, no interior do interior de Bento. O cenário é lindo e a guria tbm. Alta, magra, pele perfeita, cabelo preto, olhos azuis. Era linda sem um pingo de maquiagem, de Havaianas e moleton largo. Imagine produzida!
Eu entrevistava o pai dela sobre a hidrelétrica construída ali perto, mas ficava pensando q ela tinha tdo p/ ser uma daquelas modelos famosas vindas do interiorzão do RS - a fórmula do sucesso.
Antes q eu comentasse com ela "guria, tu tem q ser modelo", ela me contou q uma agência já tinha oferecido contrato e passagem p/ SP, mas, na última hora, a mãe não deixou. Eu perguntei: "mas tu queria ir?" E ela respondeu: "mais ou menos" e me pareceu sincera, embora estivesse com a mãe do lado.
Mas me deu um dó. Como uma guria tão linda podia continuar a viver lá, escondida do mundo, na barranca do Rio das Antas. Talvez ela seja feliz vivendo assim. Mas eu achei um desperdício.

Happy birthday

Hj é meu aniversário.
Será q tinha q ser como num filme? Eu deveria fazer algo especial, me sentir especial?
Hj foi um dia exatamente igual a qquer outro.
Não me sinto mais velha, apesar de agora estar mais perto dos 30 do q dos 20, segundo meu RG.

domingo, 10 de maio de 2009

Frio na alma

Tá começando a esfriar. Por mim, não precisava ter inverno. Gosto das roupas, mais chiques. Mas não gosto de sair por aí como uma cebola: cheia de camadas (de roupas).
As pessoas ficam mais carrancudas tbm. Eu, ao menos, fico. Sem vontade de sair de casa.
No frio, eu me sinto mais sozinha. Não há nada mais melancólico do q sair na rua, com garoa fria, vento gelado no rosto e sozinha.
Sim, eu sei: o inverno é necessário p/ fazer o contraponto do verão. Assim como é necessária a escuridão para se entender a luz.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Banheiro de caminhoneiro

Fui p/ Vacaria hj fazer pauta sobre a seca. Eu e o fotógrafo almoçamos num restaurante de beira de estrada. Desses q aparecem em road movie, paradas de caminhoneiro, sabe?
A comida era boa, embora até as paredes parecessem respingar gordura. E o banheiro... bah, lamentável, algo trash e não recomendado para damas: sem tranca na porta, entupido por papel higiênico.
Bom, tenho uma experiência de vida p/ contar. Me senti num desses road movies, mesmo.

Constatações do último sábado

- O Parque dos Macaquinhos é super democrático. Amo isso! Gente q se senta na grama p ler, criança berrando nos brinquedos do parquinho, emos com franjas, neopunks, pagodeiros, ciclistas... Dá um clima de caos organizado, um quê de querer ser metrópole. (Sorry, mas em Bento não tem isso.)

- As guriazinhas de hj usam um lápis de olho inteiro cada vez q saem de casa.

- Adoro o cheiro de protetor solar. Me lembra praia, folga, descanso, tudo de bom...

sábado, 25 de abril de 2009

Mundo, vasto mundo

Como a gente é burro - falo, ao menos, por mim - qdo o assunto são outras terras. Brasileiro fica puto da cara qdo dizem q a capital do país é Buenos Aires, mas o q nós sabemos sobre países do Oriente Médio ou da Ásia?
Temos a mania de achar q turco, indiano, árabe é tdo a mesma coisa. Parei p/ pensar nisso qdo entrevistei um paquistanês essa semana. O q eu sabia sobre o Paquistão? Quase nada. Mas o muçulmano Bilwani Imran é uma pessoa fantástica, muito educado e respeita nossa cultura, assim como ele espera que os brasileiros respeitem a dele. O mundo é mesmo mto grande.

Dor

Essa semana, eu encontrei - ou melhor, ela me encontrou - na rua uma mãe que eu entrevistei algum tempo atrás. Ela perdeu o filho de 24 anos num acidente de trânsito. O condutor do outro veículo fugiu e até hj não foi localizado pela polícia.
Qdo ela me chamou, eu não a reconheci. Parecia bem mais velha. "Fazem 10 meses e parece q a cada dia fica pior", me disse ela. Me deu um aperto grande no peito.
Fiz a única coisa q poderia ter feito por ela, dei um abraço forte, como se fosse a minha própria mãe.
Na minha profissão, eu preciso conviver com histórias assim. Mas, se pudesse, só contaria aquelas com finais felizes.
Não é natural uma mãe enterrar um filho. Não é natural uma mãe, como a da família Kasmiriski, de Bento Gonçalves, enterrar os três filhos, de 14, 16 e 18 anos, atropelados de uma só vez. Não há como ficar indiferente a isso.

Contador de chamadas

Vc olha o contador de chamadas do seu celular? Eu olho sempre. Hj, está marcando 79 horas, 16 minutos e 38 segundos. Isso quer dizer q eu passei três dias e um terço da minha vida ao telefone celular. Isso só contando esse aparelho, q tenho há cerca de dois anos. Antes dele, eu tive outro.
É incrível como, antes dos celulares, as pessoas tinham mais tempo p/ outras coisas realmente importantes.

domingo, 12 de abril de 2009

O q eu estou lendo

"Sempre chegamos ao lugar aonde nos esperam."

"Assim é a lei da vida, triunfo e esquecimento. Aos homens e aos elefantes."

A viagem do elefante, José Saramago.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Google Earth

Fui com meus pais esta tarde p/ o Morro da Cruz, no Salgado, em Bento. Nada de promessa, só pelo exercício físico.
Do alto do morro se vê uma vista linda, a geografia de Bento, uma série de morros para ver no silêncio. É como no Google Earth, só q ao vivo, na tua frente.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Noites

Gosto, particularmente, daquela parte do dia em que não distingue mto bem a diferença entre a luz e a noite. Qdo a cor do céu é um azul especial. E a lua pende por um fio invisível. As luzes da cidade começam a despontar como estrelas no chão. O ar se torna mais respirável, menos denso.

Faz tempo q eu não saio à noite e isso tá começando a me enlouquecer.

sábado, 14 de março de 2009

In English, please

Tá no meu livro de inglês (voltei hj p/ a aula). Sei q o original é em francês, mas eu achei bonitinho assim:
"The real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes." (Marcel Proust)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Antes de hoje

Tenho me achado meio burra nos últimos tempos. Não consigo mais guardar tanta coisa na memória. Eu era super fera em matemática na época de escola, agora não sei nem como elevar um número a uma determinada potência ou resolver uma equação.
E mesmo p/ escrever tô me sentindo meio assim, assim. Ok, é meu trabalho. Mas tenho a sensação de q, há alguns anos - poucos, na época da faculdade -, meus textos eram melhores e minhas idéias mais ricas.
Na outra semana, assisti um video q fiz, junto com meus colegas, p/ a aula de Tele na faculdade. Me surpreendi pela criatividade. Não sei se conseguiria fazer algo assim hj.
Não quero viver de passado, mas tô com medo de não conseguir mais diferenciar os detalhes q tornam as histórias mais humanas e atraentes.
Eu ainda não decidi o q quero ser qdo crescer.

Sleep...

Nos últimos dias trabalhei em uns horários meio, digamos, alternativos. Cobri as duas noites do Carnaval de Cxs (isso significa trabalhar até as 6h da matina). Na terça, comecei às 6h. Com isso, meu sono tá todo desregulado. Não sei mais qdo é hora de dormir e qdo é p/ ficar acordada.
Não tô reclamando. Eu gosto de fazer esses tipos de coberturas, essas coisas sem rotina. Esse post é só algo meio Twitter: What are you doing now?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rainha do mar

Hoje é dia de Iemanjá. Odoyá, rainha do mar!
Acendi uma vela em casa e, temporariamente longe das águas, meu barquinho se foi no mar da imaginação.
Aprendi a rezar p/ a santa com a minha mãe, q morou em Poa, onde Navegantes é feriado.

Bento Gonçalves

Há tempos eu não passeava pelas ruas da minha cidade natal. A impressão q eu tinha é q nada mudava por aqui. Tudo parecia se arrastar de forma imperceptível, na velocidade de um elefante velho, daqueles q foi abandonado pelo grupo.
Hoje d tarde, vi algumas lojas q eu não conhecia misturadas àquelas da minha infância. Não vi mais algumas casas antigas, q p/ mim faziam parte da cidade, derrubadas p/ dar lugar a canteiros de obras q serão edifícios. Em contrapartida, vão restaurar aquela casa da 13 de Maio _ em frente onde ficava a biblioteca pública (eu sempre achei q deviam renovar aquela casa e dar um destino bacana p/ ela).
É, qdo se fica alguns meses sem ver, as coisas parecem diferentes, ainda q os passos do elefante sigam na mesma velocidade.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Yes, we can

Barack Obama é Deus. Sim, só pode. Ele vai acabar com a crise econômica. Ele vai trazer paz à Faixa de Gaza. Ele vai resolver o problema dos imigrantes ilegais.
Ah, pls! Ok, o Bush era um baita de um babaca, e o Obama rompeu preconceitos, mas o carnaval da mídia em cima dele não tá demais?
Frase do chargista Marco Aurélio, na coluna dele na Zero Hora dominical de 25/01/09 (q eu achei o máximo): “Nos EUA, já estão dizendo que no sétimo dia, em vez de descansar, Deus criou o Barack Obama”.

Caminhos pop

Dando umas bandas por Tramanda, fazia dois dias q a novela Caminho das Índias, da Globo, tinha estreado e já tava cheio de banquinhas populares q vendiam batas e saias indianas. Os motivos das cangas, vendidas na beira da praia, tbm eram Ganesha, Shiva e outros deuses indus. Glória Perez tá com tudo. Não dou dois meses para começarem a nascer as Mayas e os Bahuans nas maternidades brasileiras.

Voltei da praia

O mar gaúcho é um grande outdoor da Nestlé.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Meu mundo caiu

Só eu tô achando a minissérie Maysa meio assim, assim? A Larissa Maciel tá super parecida com a cantora. Mas o sotaque porto-alegrense da atriz é mto acentuado (a Maysa nasceu no Rio, foi criada no Espírito Santo e morou mto tempo em SP). As cenas dela cantando são extremamente falsas, ainda mais qdo a música é num idioma gringo.
Como a Maysa pode ter a mesma cara dos 15 aos 40 anos (só muda a peruca)? Os pais dela tbm não envelhecem?
E pq ela vive dizendo: “eu sou transgressora”? Poxa, se tu és transgressora, mostre-me com teus atos e não fique repetindo isso feito papagaio, o q soa como pobreza de espírito.
Quer ver uma cinebiografia de cantora super legal? Assista ao francês Piaf – Um Hino ao Amor.

Faro... faro... faro... faro... faro... faro... faro... fa, fa

Fui p/ praia no fim de ano. Tava frio e chovia e ventava sem parar. Inverno em janeiro só aqui. Veranear tbm é só aqui. Ninguém mais no Brasil muda de casa p/ o Litoral durante os meses de férias. Tbm, quem é louco de ser turista aqui? A praia é só uma extensão com areia e água (gelada e marrom) das nossas cidades.
As crianças correndo e te jogando água e areia, os maridos super vermelhos pq não acreditam nessas besteiras de protetor solar, as famílias brigando com o guarda-sol q o Nordestão teima em não deixar parado. Sempre igual e irritante. Odeio a farofa, mas, todo ano, tô lá de novo.
Eu adoro veranear.

Must have

Comprei a revista Vogue de dezembro. Eu adoro moda, mas não suporto o fato de que a cada três palavras do mundinho fashion, duas são em inglês.
Hello! Estamos no Brasil!
O sapato tal é o must have da season. O fulano é edgy. A loja tal proporciona uma shopping experience fantástica. Para as shopping addicts, a label tal tem produtos exclusivos.
Ah, vão se catar! Eu acho super cafona isso!
Outra do mundinho: as crianças já nascem mini-fashionistas. A Sasha é. A Lourdes Maria tbm. Até a Suri Cruise, q nem deve saber falar direito, é! Deus nos proteja!