domingo, 31 de janeiro de 2010

Estação das borboletas


Comecei a reparar na última semana como há borboletas pelas ruas. Até no asfalto de Caxias. Vi em Bento tbm.
Essas da foto são na beira do Rio das Antas, entre Nova Pádua e Nova Roma do Sul, junto à balsa.
Deve ser a estação das borboletas.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Saudades do interior

Me deu uma saudades, nos últimos tempos, da colônia, do interior. De qdo eu era pequena e ia p/ casa dos meus avós, hoje já falecidos, em Pinto Bandeira, distrito de Bento. Do cheiro de uva embaixo dos parreirais. De nadar no açude com câmara de ar de pneu de caminhão. De andar no mato. De comer pão de uva, feito pela minha tia, e pão assado no forno de barro, comidas com gosto de verdade e não de papelão. De fugir das vacas brabas no potreiro. Uma saudade da paisagem de vales, que parecem trabalho de patchwork, em diferentes tons de videiras e outras colheitas. Faz mto tempo q não visito Pinto Bandeira. Meus avós morreram, meus tios mudaram de casa. Um dos meus tios continua morando onde meus avós residiam, mas ele tem filhas gêmeas de uns quatro anos, q eu nem conheço. Na época da vindima, sempre me dá essa nostalgia.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Dakar

Acabou o Rally Dakar 2010, na Argentina e Chile (confesso q ainda acho meio estranho o Dakar ser na América do Sul). O espanhol Carlos Sainz levou a melhor nos carros, embora a última especial tenha sido vencida pelo catarense Nasser Al-Attiyah, exatamente como nos Sertões. Os Touaregs são mesmo incríveis.
Vendo as matérias na TV do Dakar, me deu uma vontade de estar lá e uma saudade do Sertões! Embora o Dakar seja bem mais punk, cansativo. São duas semanas e 9 mil mil kms, o dobro de chão da competição brasileira. Embora q eu já tenho um certo preparo, já q entre a ida e a volta dos Sertões (Caxias do Sul - Natal RN) percorremos mais do q essa quilometragem.

Ensaio sobre a cegueira do mundo

As cenas do desastre no Haiti me fizeram relembrar meus desejos adolescentes. Sempre quis ser socorrista da Cruz Vermelha e atuar em regiões inóspitas e conflagradas. Sempre achei fantástico o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras. Era um desejo meio romântico, que misturava um quê de aventura com compaixão.
Vendo o incessante noticiário sobre Porto Príncipe, me deu uma vontade tremenda de ir para o Haiti ajudar nos resgates, na reconstrução. Mas não sou médica, nem tenho treinamento p/ auxiliar nessas coisas então, possivelmente, seria de pouca valia.
Os relatos de saques, de tiros na noite, as pessoas vagando pelas ruas me fizeram recordar uma relação q eu já tinha feito em minha cabeça qdo o furacão Katrina atingiu a costa sul dos EUA em 2005: José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira. Qdo não há governo ou polícia, o caos se instaura. As instituições são necessárias para manter o mínimo de civilidade, de organização e mostrar aos homens aquilo q os diferencia dos animais.
Ao q parece o Haiti vai demorar a se reerguer e só o fará com ajuda internacional. Dpois de ditaduras, guerras civis, um grande desastre natural no país mais pobre das Américas.
Eu queria ir p/ lá ajudar.