sábado, 25 de abril de 2009

Dor

Essa semana, eu encontrei - ou melhor, ela me encontrou - na rua uma mãe que eu entrevistei algum tempo atrás. Ela perdeu o filho de 24 anos num acidente de trânsito. O condutor do outro veículo fugiu e até hj não foi localizado pela polícia.
Qdo ela me chamou, eu não a reconheci. Parecia bem mais velha. "Fazem 10 meses e parece q a cada dia fica pior", me disse ela. Me deu um aperto grande no peito.
Fiz a única coisa q poderia ter feito por ela, dei um abraço forte, como se fosse a minha própria mãe.
Na minha profissão, eu preciso conviver com histórias assim. Mas, se pudesse, só contaria aquelas com finais felizes.
Não é natural uma mãe enterrar um filho. Não é natural uma mãe, como a da família Kasmiriski, de Bento Gonçalves, enterrar os três filhos, de 14, 16 e 18 anos, atropelados de uma só vez. Não há como ficar indiferente a isso.

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