domingo, 25 de outubro de 2009

Pernambuco


Acabei de chegar de Pernambuco, um Estado em construção. Um lugar mais pobre do que eu imaginava. Tinha em mente que os Estados do Nordeste eram miseráveis no interior e mais prósperos no Litoral, pelo turismo e pela proximidade com suas capitais. Mas não. A pobreza tá lá, aos olhos dos turistas. Nos casebres feitos de barro e cobertos de palha, sem água encanada ou luz. Na vida sem esperança dos bóias-frias q trabalham nos infinitos canaviais que preenchem as beiras de estrada. É época do corte da cana e as queimadas se espalham perigosamente pelo caminho.
Mas Pernambuco começa a crescer. Colher os frutos do turismo e do incentivo fiscal para a instalação de empresas. É um Estado em construção. As obras se espalham. São novos hotéis, novas indústrias, estradas duplicadas.
Recife guarda o charme algo decadente no Centro antigo, com seus casarios holandeses. Mas, como toda capital, também tem os mendigos dormindo nas praças e a praga da pichação nos prédios, assim como as orientações de onde os turistas não devem andar pelo perigo de assaltos. Fiquei tentada a comprar uma sombrinha de frevo. Mas parei e refleti: "o q vou fazer com uma em minha casa?" Não comprei.
Em Olinda, as ladeiras, mesmo vazias, parecem ecoar o carnaval com os bonecos gigantes. A vista aos fundos da igreja da Sé é maravilhosa. Nas casas antigas, as pessoas ainda moram ou servem de comércio e escola.
Fiquei em Porto de Galinhas, praia com um mar encantadoramente azul. Mas a antiga vila de pescadores, localizada no município de Ipojuca, já ta meio farofa demais para o meu gosto. Na areia, os locais dividem espaço com famílias, crianças correndo e gritando e ambulantes mil. Nos hotéis, a maioria é casal em lua de mel ou aposentados, o q não é mto interessante para uma garota de 26 anos q viaja sozinha. Não q eu tenha me sentido só (se eu nasci sozinha, posso tranquilamente conviver com isso), mas Porto de Galinhas não é o q eu chamaria de um lugar agitado. O máximo de diversão é um forró. Numa quarta, fui na Santeria, casa noturna com as paredes cobertas de santos e orixás (o máximo!). Era dia de forró e dois dançarinos rodopiavam pelo salão com as turistas. Mtos nativos tbm freqüentam a casa. Dancei forró e quadrilha e me diverti. Mas, na saída, lá estavam um grupo de quatro ou cinco moleques, uns 12 anos no máximo, pedindo: “tia, tem um R$ 1?” Eles não deveriam estar em casa naquela hora da madrugada? É o tal progresso... Fiquei pensando como será o futuro de Porto de Galinhas, um lugar q era um vila qse deserta há uns 15 anos e q agora recebe milhares de turistas. Não sei qual o planejamento deles na questão de saneamento, por exemplo, e crescimento imobiliário (se é q existe algum tipo de planejamento).
Mas, mesmo não conhecendo tantos lugares assim, posso dizer q a beira-mar realmente é uma das mais bonitas do Brasil. Outro lugar espetacular q conheci foi Maragogi, em Alagoas. Fiz mergulho com cilindro pela primeira vez. No começo, me deu um certo pânico, confesso. Faço natação há cinco anos, mas é totalmente estranho para alguém q está acostumado a botar a cabeça p/ fora da água p/ respirar ter q ficar puxando ar pela boca por um tubo. Mas dpois q acostuma é bacana. É parecido com snorkel, na real, só q acima da sua cabeça tem mto mais litros de água. O mar de Maragogi é inacreditavelmente azul e transparente.
Outro lugar q chega a doer de tão lindo é a praia de Carneiros, na cidade de Tamandaré, no sul de Pernambuco. Antiga fazenda de coco da família Carneiros, embora tenha alguns restaurantes, pousadas e propriedades particulares, ainda guarda um certo encanto de lugar deserto em alguns pontos, com coqueiros a perder de vista e mar salpicado por canoas e barcos de pescadores.
Volto com a certeza de q conhecer novos lugares faz bem p/ a alma e p/ a saúde. Definitivamente, eu preciso de sol p/ ser feliz.


P.S.: tem fotos no meu álbum: http://picasaweb.google.com.br/kellyisisp/PortoDeGalinhasOut09#

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