As cenas do desastre no Haiti me fizeram relembrar meus desejos adolescentes. Sempre quis ser socorrista da Cruz Vermelha e atuar em regiões inóspitas e conflagradas. Sempre achei fantástico o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras. Era um desejo meio romântico, que misturava um quê de aventura com compaixão.
Vendo o incessante noticiário sobre Porto Príncipe, me deu uma vontade tremenda de ir para o Haiti ajudar nos resgates, na reconstrução. Mas não sou médica, nem tenho treinamento p/ auxiliar nessas coisas então, possivelmente, seria de pouca valia.
Os relatos de saques, de tiros na noite, as pessoas vagando pelas ruas me fizeram recordar uma relação q eu já tinha feito em minha cabeça qdo o furacão Katrina atingiu a costa sul dos EUA em 2005: José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira. Qdo não há governo ou polícia, o caos se instaura. As instituições são necessárias para manter o mínimo de civilidade, de organização e mostrar aos homens aquilo q os diferencia dos animais.
Ao q parece o Haiti vai demorar a se reerguer e só o fará com ajuda internacional. Dpois de ditaduras, guerras civis, um grande desastre natural no país mais pobre das Américas.
Eu queria ir p/ lá ajudar.
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